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1 Falais justiça em verdade,
Ó magistrados a julgar?
Será que_aos homens justos sois?
2 Claro que não! Pois, bem no fundo,
Iniquidades engendrais:
Mãos violentas da nação!
3 O ímpio já desvia cedo:
Mente, tão logo que nascer.
4 Qual cobra, tem peçonha vil!
Como_a serpente, tapa_ouvidos
5 Pra não ouvir do seu senhor
Se dominá-la desejar.
6 Ó Deus, SENHOR, quebra_os seus dentes:
Queixais da boca de leões.
7 Qual água, sempre_a escoar,
Desapareçam esses ímpios!
Se flechas forem disparar,
Que elas possam embotar!
8 Sejam os ímpios como_a lesma
Que se acaba_ao diluir,
Aborto que não viu o sol.
9 Como_espinheiro_ao ser cozido,
Verde_ou queimado, tanto faz,
Levados pelo vendaval.
10 O justo, quando vir o troco
Alegre, banhará seus pés
No sangue ímpio que sobrou.
11 Então assim dirão: “De fato,
Há recompensa para_os bons!
Sim! Há um Deus! É bom Juiz!”
(Métrica: Lucas G. Freire, Nov. 2011)